Morte em todas as Frentes
"O Planeta Está Acabado"
Uma lua nova olha para baixo em nosso doce planeta doente
Orion perseguiu o Urso Imóvel no meio do céu
de inverno a inverno. Acordo, mais cedo na cama, voei sobre cadáveres
cobertura de lençóis a gás, a minha cabeça dói,
têmpora esquerda da fibra cerebral pulsando pela Morte que Criei em todas as Frentes.
Ratos envenenados no Galinheiro e uma miríade de piolhos
Pulverizados com arsénio branco escoando para o riacho, Baratas Citadinas
pisaram o País dos pavimentos de cozinha. Nada de bébés para mim.
Corto hordas de rapazes & raparigas da terra pela metade e respiro livre
dizem os Computadores especialistas em Revolução:
Metade da população de germes do globo azul é mais do que suficiente,
preservar o pulmão turvo da pneumonia fedorenta.
Chamei o Exterminador que encharcou o Pavimento do chão com
óleo de morte de percevejo: Quem encharcará o meu cérebro com óleo de morte?
Acordo antes do amanhecer, temendo as minhas posses de madeira,
os meus livros gnósticos, a minha boca ruidosa, os velhos amores silenciosos, encantos transformados em dinheiro para a imagem, o meu corpo gordo assexuado, um Pai morrendo,
Cidades da Terra envenenadas na guerra, a minha arte sem esperança -
Mente fragmentada - e ainda abstracta - Dor na têmpora esquerda da morte vívida -
Ecologues of These States (1969-1971)
Collected Poems 1947-1997
© 2006 Allen Ginsberg Trust
(HarperCollins Publishers e-books)
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa