Carta Revolucionária #1

Entendi agora que as apostas são eu mesma 
não tenho outro
dinheiro de reserva, nada para dividir ou trocar, mas a minha vida,
o meu espírito medido, em pedaços, espalhado
na mesa da roleta, recupero o que posso
nada mais para enfiar sob o nariz do maître de jeu
nada para atirar pela janela, nenhuma bandeira branca,
esta carne é tudo o que tenho para oferecer, para criar o jogo com
esta cabeça imediata, o que inventa, o meu movimento,
como deslizamos por este tabuleiro, dando sempre passos 
(esperamos) entre linhas




Revolutionary Letters | Diane di Prima
© 1971, 1974, 1979, 2005 Diane di Prima
Last Gasp of San Francisco, 2005.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa  

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