Carta Revolucionária #44
(para as minhas irmãs)
Como sabemos que o sangue
é nascimento, a agonia
abre portas, como nos
curvamos, graciosamente, sob os nossos fardos,
escavamos
como a chuva, ou minhocas, como os nossos gritos
cedem aos gritos do recém-nascido, enquanto ouvimos
o apelo das vozes em redor, não palavras
de paixão ou astúcia, desvalorizando
raiva ou orgulho, cresce fortemente
em nossa própria força, a alquimia feminina,
os braços céleres
para derrubar paredes, nós libertamos
além do nosso conhecimento, o trabalho,
os bébés mamando,
libertamos e nutrimos, como a terra
Revolutionary Letters | Diane di Prima
© 1971, 1974, 1979, 2005 Diane di Prima
Last Gasp of San Francisco, 2005.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa