O Rapaz de Cabelo Verde
A minha memória mais antiga,
aos três anos: chorando depois do filme
porque queria ter cabelo verde.
Mas não conseguia recordar
porque a história me fez chorar
com inveja. O que veria
quando reproduzi o cabo
que me conectava a
O Rapaz de Cabelo Verde?
Um destino paralelo?
Ou apenas uma criança sonhando com a sua própria
singularidade, os folículos gritando
para florescer alguma cor favorita nos dias
tão pretos & brancos então, tão coloridos agora?
O cabelo tingido de verde que chorei para ter
era castanho, quase preto, & grosso, quase
como o meu. Mas um brilho, uma aura, até
um halo pairava sobre ele.
O Rapaz de Cabelo Verde
enviado de família para família
enquanto a mãe e o pai resgatavam
Órfãos de Guerra da II Guerra Mundial
além-mar & finalmente
para Charlie, um tipo atencioso
que não conseguia afiar as navalhas
de um rídiculo desbaste
O Rapaz de Cabelo Verde
nos parques infantis ou,
pior, a ferida de descobrir
que os pais morreram ajudando
crianças agora justamente como ele.
O Rapaz de Cabelo Verde
transformou o meu lampejo de memória
em certo pequeno prenúncio de destino.
Uma guerra doméstica destruiu a minha família.
Durante anos passei de mãe para pai,
uma consideração tardia desejando
um Tio Charlie enquanto as crianças
na escola rasgaram a aura
a minha cabeça vibrou e estremeceu.
O Rapaz de Cabelo Verde
tornou-se um rapaz-propaganda
dos Órfãos de Guerra.Quarenta e seis
anos depois de chorar aos três anos,
um diagnóstico tornou-me
O Rapaz de Cabelo Verde
da Síndrome de Tourette
e um exemplo modelo para outros
intocáveis na sociedade
sem classes da América.
A tinta ficará
mais verde em contraste com o meu cinza,
de qualquer maneira.
Vernon Frazer
Selected Poems of Post-Beat Poets
Edited by © 2008 Vernon Frazer
Shanghai Century Publications, China
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
aos três anos: chorando depois do filme
porque queria ter cabelo verde.
Mas não conseguia recordar
porque a história me fez chorar
com inveja. O que veria
quando reproduzi o cabo
que me conectava a
O Rapaz de Cabelo Verde?
Um destino paralelo?
Ou apenas uma criança sonhando com a sua própria
singularidade, os folículos gritando
para florescer alguma cor favorita nos dias
tão pretos & brancos então, tão coloridos agora?
O cabelo tingido de verde que chorei para ter
era castanho, quase preto, & grosso, quase
como o meu. Mas um brilho, uma aura, até
um halo pairava sobre ele.
O Rapaz de Cabelo Verde
enviado de família para família
enquanto a mãe e o pai resgatavam
Órfãos de Guerra da II Guerra Mundial
além-mar & finalmente
para Charlie, um tipo atencioso
que não conseguia afiar as navalhas
de um rídiculo desbaste
O Rapaz de Cabelo Verde
nos parques infantis ou,
pior, a ferida de descobrir
que os pais morreram ajudando
crianças agora justamente como ele.
O Rapaz de Cabelo Verde
transformou o meu lampejo de memória
em certo pequeno prenúncio de destino.
Uma guerra doméstica destruiu a minha família.
Durante anos passei de mãe para pai,
uma consideração tardia desejando
um Tio Charlie enquanto as crianças
na escola rasgaram a aura
a minha cabeça vibrou e estremeceu.
O Rapaz de Cabelo Verde
tornou-se um rapaz-propaganda
dos Órfãos de Guerra.Quarenta e seis
anos depois de chorar aos três anos,
um diagnóstico tornou-me
O Rapaz de Cabelo Verde
da Síndrome de Tourette
e um exemplo modelo para outros
intocáveis na sociedade
sem classes da América.
A tinta ficará
mais verde em contraste com o meu cinza,
de qualquer maneira.
Vernon Frazer
Selected Poems of Post-Beat Poets
Edited by © 2008 Vernon Frazer
Shanghai Century Publications, China
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa