Pós-modernismo

O Zéro pestaneja - um logro em redor da córnea,
a sua aba preta aparecendo,
fogo caindo sobre os ombros
queimando perto antes de esfriar.
Ele sobrevive em todos momentos.
É o primeiro a ser pago
por parte de alguém.

Se pensas que o Zéro é mau
confera o Menos,
a aberração pós-moderna,
reclinada, uma garra acenando,
o dedo do meio em sua mão direita
ondulando, com pequenos arranhões espasmódicos
no ar.

O Menos é mais frio do que nunca.
Olha a sua boca.
Se o Zéro é moderno,
esse monstro é pós.




Barry Wallenstein


Selected Poems of Post-Beat Poets
Edited by © 2008 Vernon Frazer
Shanghai Century Publications, China
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

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